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Posted in Ciência e Tecnologia

Luas do Sistema Solar

Luas do Sistema Solar

A Lua testemunhou o surgimento e o ocaso dos dinossauros. Testemunhou o surgimento de uma nova espécie na terra que, um dia, haveria de pousar seus pés em sua superficie. Quando olhamos para a Lua não nos damos conta que suas irmãs também nos observam. Sim, A Terra tem outras luas. Essa informação não é disseminada em escolas ou em noticiários, mas nosso planeta tem mais de uma Lua. Claro, elas não têm as dimensões do nosso maior satélite natural. Elas são conhecidas como miniluas, e são pequenos asteróides, alguns com o tamanho de eletrodomésticos, que são atraídos pela gravidade da Terra.

Quanto à nossa lua, pesquisas recentes indicam que ela nasceu há mais ou menos 4,47 bilhões de anos (bem próximo à formação do planeta Terra).

Quando comparada a outras Luas do nosso sistema solar, ela fica com a quinta posição em tamanho, sendo que as quatro primeiras pertencem a Júpiter, que mantém aproximadamente 63 delas presas ao seu campo gravitacional. Apesar do número ser grande, quatro delas ganham destaque por sua imponência diante das outras. Elas são Calisto, Europa, Io e Ganímedes, sendo essa última a maior do nosso sistema solar.

Há alguns meses a NASA divultou haver descoberto, abaixo de uma camada de gelo superficial em Ganímedes, um imenso oceano. Isso abre mil novas possibilidades para o avanço nas pesquisas sobre os planetas, concretizando a hipótese de que já pode ter havido ou há vida em outros planetas (ou, no caso, em luas).

Mas isso não é uma exclusividade de Ganímedes. Europa, a outra lua de Júpiter, também tem água em sua superfície, e a NASA já anunciou para daqui alguns anos uma missão não tripulada para explorar e estudar sua superfície.

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Europa – Lua de Júpiter

Agora, ao passo que essas duas luas estão cobertas de gelo e água, Io, a terceira lua mais notável de Júpiter pode ser uma das mais anormais de todas as dezenas que compõe nosso sistema solar por apresentar vulcões ativos. A fumaça e a lava dos vulcões, quando expelidas, atingem velocidades frenéticas, e isso pode ser explicado pelo fato de Europa e Ganímedes exercerem grande influência gravitacional sobre Io. Júpiter, em contrapartida, também exerce para outro lado, e assim Io acaba ficando no meio de duas forças gravitacionais, cada uma puxando para um lado. Isso causa uma enorme turbulência na lua, o que também explica sua enorme instabilidade.

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IO

Já Calisto, a terceira maior lua do sistema solar, apresenta uma quantidade imensa de crateras e não tem atividade vulcânica, e ainda não dá pra dizer ao certo se a lua também possui oceanos, embora haja estimativas positivas para isso. Porém, Calisto possui uma particularidade. Valhalla (nome dado em referência à mitologia nórdica; um salão situado em Asgard sob o reino de Odin) é uma gigantesca bacia em sua atmosfera que indica impacto, formada por múltiplos anéis concêntricos que podem atingir alguns milhares de quilômetros.

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Depois de Júpiter, Saturno é o segundo planeta com o maior número de luas no nosso sistema solar, com aproximadamente 60 luas. Algumas delas também têm oceanos como as de Júpiter, e outras vulcões de gelo. Dentre as luas de Saturno que ganham mais destaque, Encélado é uma delas. Foi divulgada já pela NASA a existência de um oceano subterrâneo, que fica abaixo de uma camada de gelo e com a presença de rochas no fundo, o que abre a possibilidade de existir vida microscópica em seu fundo. Uma curiosidade é que no fundo do oceano também há fendas que expelem vapor d’água que deixam a lua e seguem em direção à Saturno, ajudando a compor seus anéis.

A segunda lua que merece atenção é Titã, a maior lua de Saturno. Ela também tem uma camada de gelo recobrindo sua superfície, mas há um fato muito mais curioso que isso. Uma sonda da NASA detectou na lua propileno, um composto químico que nós usamos para produzir plástico! Sua superfície é quase toda recoberta por lagos, mas existe ali um paradoxo quanto a possibilidade de vida. Há em toda a região grandes quantidades de metano e etano, essenciais para que haja vida (grande parte desses gases compõe um rio de cerca de 400km de extensão, e não há vestígios de água, apenas os gases). Em contrapartida, a temperatura na atmosfera é extremamente baixa, eliminando algumas possibilidades. Outra lua muito interessante é Dione, e o que faz ela ser tão curiosa é que já foi encontrado oxigênio em sua superfície. A hipótese é de que partículas carregadas de energia que vagam pelo espaço colidem com a superfície gelada da lua, liberando as partículas de oxigênio.

O terceiro maior planeta em massa do sistema solar é Netuno, mas seu número de satélites naturais é bem menor que Júpiter ou Saturno. Dois anos atrás, a NASA descobriu a 14ª lua de Netuno, e seria possível dar a volta nela a pé; ela tem apenas 19 quilômetros de extensão.

Por Netuno ser o planeta mais distante do sol (lembrando que Plutão já não está mais nessa categoria há alguns anos), a lua, batizada de S/2004 N 1 tem a menor luminosidade de todos os outros astros. Na verdade, se observarmos o céu a noite e conseguirmos identificar a estrela mais fraca, teríamos que multiplicar isso por 100 milhões de vezes. Um pouco difícil de imaginar isso, pois ela seria praticamente invisível para nós. Já sua maior lua é Tritão, com uma temperatura quase inimaginável por nós: -235°C. Apesar da baixíssima temperatura, sua superfície é inteira rachada devido a muitos choques térmicos de erupções vulcânicas e rajadas gélidas expelidas de fendas na superfície da lua. Essas fendas expelem nitrogênio líquido, o que explica o fato de essa lua ter uma das menores temperaturas de todos os outros astros.

Ao todo, no nosso sistema solar, existe aproximadamente 160 luas, mas isso sem contar as luas de planetas anões e as miniluas. Estamos falando apenas do nosso sistema solar, e o número pode ser maior do que pensamos. Vamos ampliar um pouco e pensar na nossa galáxia, a Via Láctea.

Quantos planetas ainda existem com quantas luas orbitando em cada um? E miniluas? E se pensarmos em outras galáxias, esse número torna-se incomensurável para nós. Com o rápido avanço da ciência e tecnologia, estamos muito próximos de fazer novas descobertas cada vez mais reveladoras acerca dos planetas e luas do nosso sistema solar e seguiremos procurando e pesquisando. Nossa curiosidade e inventividade nos trouxe até onde estamos hoje e, com certeza continuará a nos impulsionar para continuar descobrindo mais e mais. 

Por enquanto a única certeza é que o nosso Planeta Azul com suas nuvens e oceanos, é o único com vida em nosso sistema solar. Mas isto poderá mudar com o andar das pesquisas no futuro.

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