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Posted in Ciência e Tecnologia

Poços – Alternativa para a crise hídrica?

Poços – Alternativa para a crise hídrica?

A falta de chuvas dos últimos anos, principalmente na região sudeste do país, trouxe novamente à tona a necessidade de utilizar poços para obtenção de água. O investimento em captação e tratamento, que seria atribuição de governos e administração pública de modo geral, acabou sendo sanado pela iniciativa privada, que buscou soluções para o suprimento de água para residências, condomínios e indústrias, através de poços subterrâneos. Até o momento, podemos afirmar que os únicos beneficiados com esse cenário foram os proprietários de empresas que realizam a perfuração dos poços e os proprietários de poços e caminhões de distribuição, pois viram seus empreendimentos florecerem nesse período.

Imagem de chuva à distância

A tecnologia para obtenção da água subterrânea, atualmente, é bastante avançada, podendo realizar as pesquisas necessárias para obter esse precioso líquido, que pode ser conseguido através de diversos tipos de poços, os quais veremos a seguir:

Os tipos de poços – Existem diferentes tipos de poços para se extrair água subterrânea e sempre é preciso tomar diversos cuidados para a extração / captação de água potável.

Os poços freáticos, que são também conhecidos em alguns lugares do país como cacimba ou poço caipira, são os mais rasos, com maior possibilidade de contaminação da água, seja pelas impurezas do solo ou mesmo infiltração de produtos químicos ou orgânicos, que penetram facilmente nas primeiras camadas do solo.

Imagem de Antigo Poço de Cacimba

Antigo Poço de Cacimba – Com bomba manual

A busca de água saudável para consumo, então, deve ser feita através de poços artesianos e semiartesianos. Esses tipos de poços não são contaminados pela água das chuvas, que carregam as impurezas do solo, e nem pro outros contaminantes presentes na superfície, pois estão captando água em profundidades maiores, onde a presença superior do solo consegue filtrar a água que ali penetra. Nos casos em que essas águas já estejam poluídas, também existe a possibilidade de tratamento, antes que seja distribuída para consumo.

Os poços artesianos apresentam excelentes características, oferecendo muito mais segurança para a saúde humana, por serem localizados em regiões basálticas, com solo impermeável e que permite uma filtragem natural da água, não chegando até elas as impurezas. Hoje é bastante comum encontrarmos poços artesianos instalados em condomínios, e um dos cuidados que se deve ter é fazer uma periódica análise de suas águas, já que muitos deles podem ser apenas poços freáticos ou, mesmo sendo mais profundos, podem ainda carregar impurezas.

Os poços semiartesianos, por sua vez, são um tanto diferentes dos artesianos: enquanto os artesianos possuem pressão para elevar a água, os semiartesianos dependem de bombas submersas para sua elevação até as caixas de distribuição. Da mesma forma que os outros tipos de poços, se faz necessária uma análise periódica da qualidade de sua água, verificando se precisa ou não de tratamento para o consumo.Imagem de Fonte com águas cristalinas

Muitos países europeus utilizam a técnica de abastecimento de água através dos poços, como Áustria, Alemanha, Suécia, Dinamarca e Bélgica, que possuem mais de 90% de água obtida através desse sistema de abastecimento. Entre nós, em muitos locais, a situação não é diferente, pois nem todos os lugares possuem uma rede de abastecimento de água disponível, principalmente em locais de difícil acesso.

O Estado de São Paulo tem várias cidades que são abastecidas exclusivamente pelas águas do Aquífero Guarani, o maior das Américas e também do mundo, cobrindo áreas do Sudeste e Sul do Brasil, norte da Argentina, o Paraguai e o Uruguai. Outras cidades, como Campo Grande, Maceió, Natal, Recife, João Pessoa, Belém, Manaus e Fortaleza também dependem dessa maneira de abastecimento, e isso sem contar inúmeras cidades do interior, onde não existem rios suficientes para prover o abastecimento.Chuva forte caindo no asfalto

Técnicas para perfuração de poços – A perfuração de poços artesianos e semiartesianos devem seguir regras técnicas estabelecidas pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, sendo feito por máquinas específicas, utilizando um sistema parecido com a perfuração de poços de petróleo, obviamente que salvas as devidas proporções.

A perfuração pode atingir mais de 1.500 metros, devendo ter uma área superficial de 7 metros quadrados, no mínimo, necessitando ainda de revestimento com tubos de aço, com filtros especiais. Embora a água tenha características positivas, como o fato de ser cristalina, é preciso realizar a análise para evitar o risco de contaminação.

Imagem de Reservatório de Água

Reservatório de Água com nível mais baixo que o normal

A construção de um poço artesiano ainda requer altos investimentos e que seja assumido um determinado grau de risco, já que em alguns deles a água pode não ser encontrada. Depois de sua construção, o poço artesiano ainda depende de manutenções preventivas, evitando riscos mecânicos e geológicos. Assim, além da análise da água, que deve ser feita pelo menos a cada dois anos, também é preciso manter o funcionamento dos equipamentos e da bomba submersa, em poços semiartesianos.

A compensação do alto investimento vem em longo prazo, considerando-se que existe somente o custo de manutenção, sem a cobrança de uma taxa sobre o tratamento da água. De qualquer forma, a empresa responsável pelo abastecimento instala um relógio de medição do consumo pois a taxa de esgoto sobre o uso é cobrada.

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